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sábado, 15 de dezembro de 2018

PREVISTA PARA SAIR HOJE A SENTENÇA DOS CANIBAIS PRESOS EM GARANHUNS


Após um discurso acalorado do assistente de acusação Cláudio Cumaru, e do promotor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) André Rabelo, na noite de  ontem (14.12.18), a sessão do julgamento dos “canibais presos em Garanhuns” foi suspensa, devido ao horário. A sessão será retomada na manhã de hoje (15), quando o conselho de sentença, formado por cinco homens e duas mulheres, decidirá por condenar ou absolver os três réus pelo assassinato de GISELE HELENA DA SILVA, 31 anos, e ALEXANDRA DA SILVA FALCÃO, 20 anos,  ocorridos respectivamente em fevereiro e março de 2012, em Garanhuns.

JORGE BELTRÃO NEGROMONTE DA SILVEIRA, ISABEL CRISTINA PIRES DA SILVEIRA e BRUNA CRISTINA OLIVEIRA DA SILVA, além de serem acusados por duplo homicídio triplamente qualificado, também respondem pelos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver e furto qualificado. Jorge Beltrão e Bruna Cristina respondem ainda por estelionato, por terem utilizado documentos e cartões de Gisele Helena. A ré Bruna Cristina Oliveira da Silva será julgada também pelo crime de falsa identidade.
Na manhã de ontem, a sessão começou por volta das 10h00, com o interrogatório de Jorge. Ele alegou ter sido atraído por Bruna e a responsabilizou, assim como Isabel, pelos crimes, chamando-as de “bruxas”. De acordo com Jorge, Bruna foi a principal articuladora das mortes, “Ela me dizia: Eu sou uma bruxa e vou ser famosa de uma forma boa ou ruim”. Afirmou ainda que ela (Bruna), era quem controlava a sua medicação e que no período em que ocorreram as mortes, ele estava sem tomar os remédios, pois Bruna havia suspendido, dizendo que estava seguindo recomendações médicas, devido a isso não conseguia lembrar direito dos acontecimentos, negando ter cometido os assassinatos.
Após um intervalo para o almoço, foi a vez de Isabel e Bruna serem interrogadas. Elas disseram que sofreram coação moral irresistível, que afasta a culpabilidade, e acusaram apenas Jorge.
A defesa dele, alega que ele sofre de esquizofrenia paranoide, o que o isentaria da culpa por se tratar de uma doença mental. Para a promotoria, todos tiveram responsabilidade e estavam conscientes dos atos. A acusação apresentou laudos periciais, assim como o diário de Jorge que relata os crimes com detalhes.

Por: Folha PE

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